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IMA - Dúvidas Freqüentes



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  1. Qual a principal diferença entre os diversos índices de mercado que foram criados pela ANBIMA?
    A diferença fundamental é o lastro da carteira teórica de cada índice. Em todos os casos, as carteiras são compostas por títulos públicos federais em mercado, emitidos de forma definitiva. O IRF-M é composto por títulos prefixados (LTN e NTN-F); o IMA-C, por títulos atrelados ao IGP-M (NTN-C); o IMA-B, por títulos atrelados ao IPCA (NTN-B); e o IMA-S, por títulos atrelados à Taxa Selic (LFT).
  2. Por que foi escolhido o prazo de cinco anos para segregar os índices de curtos e longos prazos nas carteiras de NTN-C e NTN-B? E por que um ano para o IRF-M?
    Esses prazos foram decididos no âmbito da Comissão de Benchmarks da ANBIMA, que é o fórum responsável pelo desenvolvimento da metodologia e acompanhamento dos índices. Seus membros entenderam que, no caso dos IMA-B e IMA-C, até cinco anos estariam concentrados os vencimentos mais líquidos, o que justificaria esta segregação. Já com relação ao IRF-M, foi escolhido o prazo de um ano como divisor dos subíndices, porque a carteira dos títulos prefixados possui um perfil de menor maturidade comparativamente aos títulos indexados a índices de preço.
  3. Como o investidor deve escolher o índice para acompanhar um determinado investimento?
    Os investidores devem acompanhar o índice que mais se aproxima da característica do seu investimento em termos de prazo, indexador e exposição a risco. Assim, um investidor institucional que deseja ter sua rentabilidade atrelada a índices de preços ao consumidor, por exemplo, deve acompanhar a trajetória acumulada do IMA–B, cujas carteiras são compostas exclusivamente por papéis públicos indexados a este índice, ou correspondente, segregadas em papéis até cinco anos e com prazo superior a este.
  4. Qual índice se aproxima mais do DI como benchmark?
    O índice que mais se aproxima do DI é o IMA-S, por ser composto de títulos que são atrelados à Taxa Selic. O IMA-S, no entanto, sofre variações decorrentes da variação do ágio/deságio das LFT, podendo, inclusive, apresentar variações negativas. Esse movimento, no entanto, geralmente é associado a períodos de turbulências no mercado.
  5. Como são calculados os índices?
    O IMA é encadeado segundo o método de Laspeyres (ponderando-se os preços dos seus componentes pelas quantidades teóricas do período-base). Assim, variações na composição da carteira teórica não geram impactos na rentabilidade do índice.

    Para se obter o resultado do índice, multiplica-se a quantidade teórica de títulos (do período-base) pelos seus respectivos preços (na data de referência), gerando-se assim o número de pontos no índice de cada título. O resultado obtido na soma do número de pontos no índice de todos os seus componentes corresponde ao valor do número-índice. Deve-se observar que tanto os cupons de juros quanto os eventuais resgates ocorridos na data são levados em conta no momento da apuração do valor do índice.

    O índice é calculado pela seguinte fórmula:

    onde:

    = é o número-índice na data t.


    = é a quantidade teórica vigente do título j na carteira.


    = é o preço ex-cupom do título j na data t.


    = é o valor do cupom pago pelo título j na data t.

  6. Como são obtidas as quantidades e os preços de mercado utilizados no cálculo?
    As quantidades são repassadas à ANBIMA diariamente pelo Tesouro Nacional, com base em convênio firmado entre a Associação e a Secretaria. Os preços são calculados pela ANBIMA, a partir de uma amostra de bancos, administradoras de recursos e corretoras independentes.
  7. Como evoluem os índices quando ocorrem eventos que alteram a carteira teórica?
    A composição das carteiras dos índices é revista mensalmente captando nesses momentos as novas emissões, vencimentos, recompras ou quaisquer outros acontecimentos que afetem o total de títulos públicos federais em mercado. Contudo, os índices foram construídos de maneira a expurgar variações em seu valor decorrentes dessas mudanças. Assim, refletem apenas variações nos preços de suas carteiras.
  8. Como é feita a ponderação dos papéis na carteira dos índices?
    O peso de um determinado vencimento é dado pela razão entre o seu valor financeiro e o valor financeiro da carteira do índice.
  9. Como é calculado o IMA-Geral?
    O IMA-Geral é o resultado da ponderação (pelo valor de mercado da carteira) das variações de cada índice que o compõe.
  10. Por que foi criado o IMA-Geral ex-C e como é seu cálculo?
    Em função da restrita liquidez da dívida atrelada ao IGP-M (NTN-C) e da expectativa de perda de sua relevância com a extinção das ofertas dessa categoria de títulos pela Secretaria do Tesouro Nacional, a ANBIMA passou a divulgar o IMA-Geral ex-C, montado nos mesmos moldes do IMA-Geral, mas sem incorporar a parcela relativa do IMA-C.
  11. Deve-se avaliar a performance de um gestor em função do IMA-Geral?
    O IMA-Geral é reflexo da estratégia do Tesouro na gestão da dívida pública. Assim, as alterações nos pesos de cada subíndice podem não representar a exposição ao risco desejada pelo investidor.
  12. É possível fazer composições com os subíndices do IMA?
    Sim. Além de possível, é recomendável que os gestores e investidores identifiquem a proporção de cada subíndice de acordo com sua estratégia de curto e longo prazos e disposição a risco.
  13. O que acontece quando for identificado um erro nos valores divulgados?
    Quando um erro de natureza humana ou decorrente de falha operacional for identificado em uma determinada data, a ANBIMA recalculará as séries desde este ponto até a data corrente.
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